UFGD anuncia cortes após ter bloqueio de R$ 12 milhões do Ministério da Educação

Corte orçamentário afeta projetos de ensino, pesquisa e extensão, além de bolsas, auxílios, contratos terceirizados, de manutenção e obras


Por 94fmdourados

Cortes afetam projetos de ensino, pesquisa e extensão, além de bolsas, auxílios, contratos terceirizados, de manutenção e obras (Foto: Divulgação)

A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) divulgou nota nesta quinta-feira (2) para anunciar corte de gastos em função do bloqueio de R$ 12,4 milhões de seu orçamento, aplicado pelo MEC (Ministério da Educação). Os setores mais afetados referem-se a projetos de ensino, pesquisa e extensão, além de bolsas, auxílios, contratos terceirizados, de manutenção e obras. 

Nesta semana, o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, revelou que 30% da verba das instituições de ensino federais seriam bloqueados “de forma preventiva”. Antes, o próprio ministro da Educação, Abraham Weintraub havia apontado a penalização para a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que tinham sido palco de manifestações públicas recentemente. 

Com a extensão do bloqueio orçamentário para todas as instituições federais de ensino, a UFGD explicou que no dia 30 de abril “foram bloqueados o equivalente a 30% do valor aprovado na Lei Orçamentária anual”, aproximadamente R$ 12,4 milhões. Esse recurso, segundo a universidade, seria “para despesas de custeio (despesas de funcionamento, administrativas, bolsas etc.) e investimento (construções, aquisição de equipamentos, livros etc.)”. 

Com menos dinheiro para tocar suas atividades, a instituição anunciou que “serão autorizados os empenhos e novas aquisições apenas para atender as despesas essenciais da instituição”.

“O corte impactará substancialmente na execução de projetos de ensino, pesquisa e extensão, além de bolsas, auxílios, bem como, poderá ter a supressão de contratos terceirizados, de manutenção e obras dos quais são essenciais para o funcionamento da universidade”, declarou em nota pública.

Nessa mesma publicação, a UFGD afirmou que sua Administração Central “tem efetuado todos os esforços possíveis, para encontrar alternativas que nos possibilite otimizar o uso do recurso público e minimizar o impacto dos cortes efetuados em nosso orçamento”. E decretou: “esta é uma nova realidade que precisa ser COMPREENDIDA, INFORMADA e ADOTADA por toda comunidade acadêmica”.


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