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'O Tereré como meio de Evangelização.'



Caros amigos leitores... Sabemos que existem inúmeros meio de promover a evangelização.

Após ver uma postagem e publicação nas redes sociais de um amigo há alguns dias atrás, que dizia assim:

“O que o wi-fi separa, o tereré une.”

– Comecei a pensar o quanto o tereré pode se tornar e é um destes inúmeros e eficientes meios de evangelização.

Vamos refletir juntos, sobre isto?

Pois bem... Antes de explicar e tentar através da minha opinião, comprovar a veracidade do que estou dizendo, quanto ao fato de ser possível, evangelizar através dessa deliciosa bebida apreciada por nós, convido para que juntos conheçamos um pouco da história do tereré principalmente no brasil e no nosso estado.

Vamos lá?

“História do Tereré:

Diz a lenda que durante a Guerra do Paraguai, os soldados de ambos os lados (Brasil e Paraguai), durante os tempos de folga entre um combate e outro, ou às vezes até mesmo em pleno combate, gostavam de tomar um chimarrão para repor os ânimos.

Como o intervalo entre esses combates era muito curto, não havia tempo para esquentar a água, assim eles começaram a tomar frio e gostaram do sabor. Já uma história mais verídica diz que o tereré (também pode-se pronunciar tererê) teria surgido na Guerra do Chaco (entre Paraguai e Bolívia, 1932-1935) quando as tropas começaram a beber mate frio para não acender fogos que denunciariam sua posição.

O tereré se tornaria uma bebida popular no Paraguai mais recentemente, introduzida pelos soldados no quotidiano do país através da região do Chaco.

Outra versão da origem do tereré, diz respeito aos mensú (escravos ervateiros do nordeste do Paraguai e da Argentina, até meados do século XX), se eles fossem surpreendidos pelos capangas fazendo fogo para tomar mate seriam brutalmente torturados, por isso tomavam o mate frio.

Presumivelmente por esta razão que estes mensús introduziram este costume no exército paraguaio, quando lá tiveram que servir, durante a guerra.

No entanto, crê-se que o tereré ja era ingerido pelos índios Guarani, e existem relatos desde o século XVII onde alguns jesuítas aprenderam com eles as virtudes do mate (ka’a em guarani).

Os mesmos jesuítas elogiaram os efeitos da erva, afirmando que este matava a sede melhor do que água pura.

Segundo alguns, os índios Guarani não só tomam o mate (ou tereré), mas também a erva em infusão (como chá) e também fumando a erva bruta, como rapé.

No Brasil, o tereré foi trazido pelos paraguaios, que entraram pelo país através do estado do Mato Grosso do Sul e depois se espalhou para outras partes do mesmo.

Todo o ciclo brasileiro da erva-mate do tereré teve início na cidade de Ponta Porã, que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia, depois expandiu-se para outras cidades e estados.

Características:

Diferentemente do chimarrão, que é feito com água quente, o tereré é consumido com água fria, resultando em uma bebida agradável e refrescante. Em sua produção, a erva mate utilizada no preparo do tereré difere do chimarrão por ter de ficar em repouso por volta de oito meses, em local seco, e de ser triturada grossa depois disso.

Devido ao fato das folhas serem cortadas grossas, ao contrário do chimarrão, o tereré não tem tantos problemas com o entupimento.

Quando isso ocorre, geralmente é devido a uma grande quantidade de mate em pó, indicando má-qualidade da erva usada.

Depois com a água mais gelada e a erva com menos folhas, o então tereré surgiu para deixar nossos dias mais refrescantes.

Atualmente, tem um consumo muito grande entre os cowboys de rodeio.

É com muita facilidade que se vê uma roda formada, principalmente durante o dia, na hora de descanso, para o prazeroso ritual de tomá-lo, que acaba sendo, às vezes, até o motivo para boas e novas amizades, além de ajudar a manter as já existentes.

O efeito estimulante da cafeína encontrada no mate usado no tereré, que exerce um poder energético conhecido sobre o sistema nervoso central, estimula o vigor mental no trabalho cardíaco e circulação do sangue.

Além de ser uma bebida muito estimulante, elimina a fadiga ativando as funções físicas e mentais, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos, favorecendo também o trabalho intelectual.

Talvez um dos motivos de ser altamente consumido entre os cowboys, além do seu efeito refrescante.

Com vitaminas do complexo B, a erva-mate participa do aproveitamento do açúcar nos músculos, nervos e atividade cerebral do homem.

As vitaminas C e E agem como defesa orgânica e como benefício sobre os tecidos do organismo sais minerais, juntamente com a cafeína, ajudam o trabalho cardíaco e a circulação do sangue, diminuindo a tensão arterial, pois a cafeína atua como vasodilatador.

Em tais situações, também pode ser suprida a sensação de fome.

A erva-mate favorece a diurese, sendo de grande utilidade em moléstias da bexiga.

Atua também sobre o tubo digestivo, ativando os movimentos peristálticos; facilita a digestão, suaviza os embaraços gástricos, favorecendo a evacuação e a mictação.

A sua ação estimulante é mais prolongada que a do café, não deixando efeitos colaterais ou residuais como irritabilidade e insônia.

Pesquisas do Instituto Pasteur de Paris atribuem também a esta erva um papel importantíssimo no processo de regeneração celular.

Estudos indicam que os compostos que constituem a erva-mate são: água, celulose, gomas, dextrina, mucilagem, glicose, pentose, substâncias graxas, resina aromática, legumina, albumina, cafeína, teofilina, cafearina, cafamarina, ácido metetânico, ácido fólico, ácido caféico, ácido virídico, clorofila, colesterina e óleo essencial.

A cafeína, teofilina e teobromina são três alcalóides estreitamente relacionados, encontrados nela e são os compostos mais interessantes sob o ponto de vista terapêutico.

O teor de cafeína na erva atinge em média 1,60%, enquanto que nas infusões o valor médio é de 1,10%.”

(Fonte: https://www.agron.com.br/publicacoes/mundo-agron/cultura-e-variedades/2014/05/12/039376/historia-do-terere.html ) - Rodadeterere.wordpress.com)

Agora que já conhecemos um pouco da história do nosso saboroso e rico tereré, vou explicar porque eu afirmei no início deste artigo podermos nós utilizarmos dele, (O tereré) como um meio de evangelização.

Penso e tenho visto que na era da tecnologia e vida digital a qual o “mundo moderno” nos apresenta, o fácil acesso e/ou o imediato alcance que nós temos a informatização e a internet, nos tem sido muito benéfico mas também um tanto quanto prejudicial.

Isso mesmo. Prejudicial! Por que? Porque a internet nos faz afastarmos cada vez mais um dos outros.

Pois o tal do “WI-FI” tem feito com que cada vez mais, a gente deixe de conversar e interagir uns com os outros e até mesmo este, impede-nos de nos integrarmos nas realidades e ambientes que estamos inseridos no que se refere a nossa vida cotidiana.

Notamos cada dia mais que a internet, tem “separado pessoas”. Nós nos preocupamos tanto com a nossa vida ou com o mundo digital, que nos esquecemos de "viver a nossa vida real".

Nos esquecemos de nos socializarmos, conversarmos, nos divertirmos, descansarmos e principalmente valorizarmos o que ou a quem realmente importa.

Muitas vezes a tecnologia, nos impede de vivermos as coisas mais valiosas, simples e realmente eficazes da vida.

Quais coisas? Vou explicar.

Se não ficarmos atentos e não nos cuidarmos, com relação de como e quando usarmos desta excelente ferramenta que é a tecnologia ou seja, a internet, irá nos acontecer

rapidamente, o seguinte:

O tal do wi-fi, irá nos tirar do convívio social, nos impedindo de desfrutar da agradável companhia da família e dos amigos, nos impedindo de conseguir ver os frutos de uma boa conversa, os efeitos que nos causa um caloroso abraço, um doce sorriso, um belo dia de sol, o maravilhoso cantar dos pássaros, o leve e suave soprar do vento, irá nos impedir ainda, de servir, ser servido, evangelizar e ser evangelizado, escutar, partilhar uns com os outros, das coisas boas e da beleza que através do dom precioso da vida e da natureza, Deus nos oferece.

Vamos parar um pouco agora e refletir sobre isso?

A pergunta que não quer calar dentro de nós agora, é a seguinte:

O que o tereré e a evangelização, tem a ver com tudo isto? Simples. Tudo!

Por que? Porque através de uma simples atitude de prepararmos um tereré para tomarmos na companhia de quem gostamos e ou amamos, poderemos dar um passo enorme no resgate real e intenso viver de nossa vida no convívio com as pessoas e nos ambientes que ora estamos cotidianamente inseridos.

O simples ato de “tomar o tereré” nos possibilita coisas essenciais, tais como: O convívio social, o desfrutar da agradável companhia da família e dos amigos, a alegria de conseguir ver os frutos de uma boa conversa, enxergar os eficazes efeitos que nos causa um caloroso abraço, um doce sorriso, um belo dia de sol, o maravilhoso cantar dos pássaros, o leve e suave soprar do vento, o privilégio de servir, ser servido, a graça de sentir e ver o quanto é bom evangelizar e ser evangelizado, escutar, partilhar uns com os outros, das coisas boas e da beleza que através do dom precioso da vida e da natureza, Deus nos concede no amanhecer, entardecer e anoitecer de cada dia que nòs somos agraciados por Ele em vivermos.

E como utilizar do tereré como meio de evangelização para nós e para o nosso próximo? Calma, vou explicar.

Por meio do tereré, é possível evangelizar e ser evangelizado.

Por que? Muito simples.

Ao estarmos tomando um delicioso tereré, vejam o que acontece:

É possível conversar, nos divertir, cantar, rezar, orar uns pelos outros, ler, sorrir, comtemplar a beleza da criação de Deus, escutar e ser escutado, estudar, formar-se, partilhar, evangelizar e ser evangelizado.

Sabe como? Repito: Simples.

Quando estamos tomando tereré. É perfeitamente possível promover a evangelização.

De que maneira?

Conversando; Cantando; Rezando um terço; Tocando algumas músicas; Orando um pelos outros; Realizando uma boa leitura orante da Palavra de Deus; Estudando e formando-se com relação a assuntos pertinentes na sociedade e na nossa igreja; Partilhando experiências de vida com o próximo; Relembrando coisas boas que nos façam sorrir; Realizando uns com os outros dinâmicas que nos permitam fazer memória do quanto é importante termos em nosso dia-dia uns com os outros, gestos simples, como por exemplo: Um caloroso abraço e entre outros...

Tenho certeza que com essa eficaz fermenta que é o tereré e com essa simples atitude de estarmos reunidos para saboreia-lo, será possível contemplar a beleza da criação de Deus no outro e na natureza que nos envolve sobretudo, ao tomarmos um simples tereré, estaremos promovendo a evangelização e estaremos sendo evangelizado, podendo resgatar o prazer, a satisfação e a alegria do compartilhar e viver nossa vida na companhia dos demais, resgatando os valores necessário para vive-la, saudável, com muita fé, alegre em Deus e intensamente.

Acredite!

Não vamos deixar que o “Wi-fi nos separe um dos outros e nos impeça de vivermos”.

Vamos ter em mente aquela frase do início deste artigo que foi a seguinte:

“O que o wi-fi separa, o tereré une.”

Uma coisa é certa:

Nos dias de hoje, o wi-fi separa as pessoas, o tereré as une e faz com que elas vejam o quanto é bom viver a vida, com o uso da tecnologia, mas sem “ficar preso a ela”.

Vamos viver a vida e evangelizar! É preciso e é extremamente necessário.

Bora tomar um teras, evangelizar e viver conforme Deus pede?

Eu vou.

Venha você também!

Que Deus nos abençoe e Maria Santíssima, cuide de nós, hoje e sempre. Amém, assim seja!

Tiago da Silva Vasques

#EvangelizandoAtravesDaEscrita🙏🙏🙏


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