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Desvio de diesel pode estar ocorrendo há meses, diz delegado


Por Dourados News

Foto: Osvaldo Duarte

O desvio de óleo diesel de máquinas da Agesul (Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos) por parte de quatro servidores públicos estaduais presos na noite de quarta-feira (4/4), em Dourados, pode estar ocorrendo há meses, segundo o delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Rodolfo Daltro.

Em entrevista ao Dourados News na manhã desta quinta-feira (5/5), ele afirmou que pretende se reunir com a direção da Agência e não descarta envolvimento de outras pessoas no esquema. 

“Vamos conversar com a Agesul para ver se tem mais alguém em outros canteiros de obras realizando desvio de combustíveis. Pela quantidade de galões [apreendidos], esse esquema ocorria há meses. Havia muitos galões vazios e [indicando] comercialização rápida por conta do baixo custo”, disse.

Segundo as investigações, o valor do diesel vendido era de R$ 2,50, bem abaixo do relatado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) na última pesquisa feita no município, em 31 de março, apontando preço médio de R$ 3,79 pelo litro do produto. 

Os policiais chegaram aos servidores de carreira após a prisão de Joel Bispo Carreiro, 56. Ele havia adquirido 80 litros do produto do grupo e pagou R$ 1,5 mil em fiança para responder em liberdade após ser encaminhado ao 1º Distrito Policial e autuado por receptação. 

“Chegamos a uma pessoa que comprou 80 litros de diesel, essa pessoa foi presa por receptação e em seguida desencadeamos a operação”, contou o delegado.

O caso

Após deter Joel Bispo, os policiais chegaram a Antônio Ferreira da Silva, 47, morador no Jardim Márcia, Celso Ovelar, 46, residente no Jardim Caramuru, Juarez Augusto da Silva, 49, do Jardim Monte Líbano e José da Cruz Gomes Pereira, 52, morador no Jardim Independência. 

Os quatro acabaram autuados em flagrante por peculato, associação criminosa, venda ilegal de combustível e crime contra o meio ambiente e a ordem pública. 

De acordo com o delegado, os integrantes chegavam a furtar de máquinas, em torno de 800 litros por semana. 

Com os suspeitos a polícia encontrou 96 galões de diversas medidas e nove deles estavam cheios. 



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