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Perícia suspeita que médico morreu de infarto e espera exames toxicológicos

Laudos devem apresentar informações sobre as causas do infarto


Por Correio do Estado

Dorsa foi encontrado morto em casa de massagem ontem. - Foto: Arquivo

A perícia técnica da Polícia Civil suspeita que o médico cardiologista José Carlos Dorsa Vieira Pontes, de 51 anos, encontrado morto em casa de massagem masculina no centro de Campo Grande, ontem à noite, tenha sido vítima de infarto agudo do miocárdio. Ele foi submetido à necrópsia e as amostras encaminhadas para exames toxicológicos que podem auxiliar na descoberta das causas do infarto. A principal suspeita é de overdose de drogas e medicamentos.

Segundo informações obtidas pela reportagem, peritos do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) coletaram amostras de sangue, urina e conteúdo gástrico. Este material será analisado por técnicos do laboratório do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ilaf). O coração inteiro pode ser submetido a exame anatomopatológico. O resultado dos laudos deve ser divulgado no período de 30 a 90 dias.

OS FATOS

Conforme registro policial, Dorsa foi achado de bruços por volta das 19 horas, em uma sala de TV no segundo andar do estabelecimento, sem sinais de violência no corpo. Informações apontam que ele havia discutido com seu companheiro e chegado à casa de massagens com um garoto de programa de Brasília (DF), por volta das 16 horas. Relatos de testemunhas apontam que ele parecia ansioso e estava bastante agitado, reclamando de dores de cabeça. 

No local não há controle de entrada de frequentadores, motivo pelo qual o acompanhante ainda não foi identificado. Cerca de três horas após a chegada, o garoto de programa acionou funcionários falando que Dorsa estava passando mal. Um dos atendentes viu a vítima no chão e prestou primeiros socorros enquanto aguardava a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe tentou reanimá-lo por vários minutos, sem sucesso.  Em seguida, a Polícia Militar foi acionada, mas a principal testemunha foi embora antes que pudesse prestar qualquer esclarecimento. 

MÁFIA DO CÂNCER

Ex-diretor do Hospital Universitário, Dorsa foi um dos alvos da Operação Sangue Frio, deflagrada em março de 2013, envolvendo a Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU). Na época, foram encontradas irregularidades que levaram a prejuízo milionário por meio da contratação de empresas especializadas em procedimentos e serviços médicos, em nutrição, na aquisição de órteses e próteses, além de pregões irregulares.


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