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Do MS ao Rio de Janeiro, polícia apreende 800 quilos de maconha por dia

Mato Grosso do Sul é o maior corredor do tráfico da América Latina


Por Correio do Estado

Droga que saiu do MS foi apreendida pela PRF no Paraná. - Foto: Divulgação

Em seis meses de Operação Égide, iniciada em julho de 2017, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu em média 800 quilos de maconha por dia, no trajeto que liga Mato Grosso do Sul, maior  corredor do tráfico de drogas da América Latina, ao Rio de Janeiro, principal receptador e sede de facções como o Comando Vermelho (CV), que controla o crime organizado nos morros.

O número, apesar de expressivo, reforça a dificuldade encontrada pela União em "fechar" as fronteiras com a Bolívia e o Paraguai, o que permite trânsito livre ao crime organizado e a entrada de ilícitos no Brasil. Na semana passada, o governador Reinaldo Azambuja publicou artigo cobrando do Governo Federal medidas urgentes, como o fechamento das linhas internacionais para maior rigidez na fiscalização.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram interceptadas 156,4 toneladas do entorpecente em 195 dias de operação. A PRF também apreendeu 3,73 toneladas de cocaína e crack até o último balanço, fechado no dia 21 de janeiro de 2018.

O relatório  apresentado conta a prisão de 10.555 pessoas suspeitas dos mais diversos delitos e a recuperação de 2.312 veículos que foram roubados ou furtados, além da apreensão de 742 armas de fogo, 122.788 munições e 3.886.623 pacotes de cigarro contrabandeados.

Ontem, por exemplo, a PRF capturou um suspeito que levava 7,2 toneladas da droga em um caminhão, na BR-487, em Alto Paraíso, no noroeste do Paraná. A carga saiu de Naviraí.

Outro exemplo recente foi a apreensão de 548 quilos de maconha na BR-163, em Guaíra (PR), na segunda-feira, quando eram transportados no fundo falso de um automóvel. O motorista foi preso por tráfico de drogas. No sábado, em Rio Brilhante, agentes apreenderam, na BR-163, um veículo que levava 166 quilos de maconha em tabletes e 13.95 quilos a vácuo. O motorista também foi preso.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, a Operação Égide envolve integração, inteligência e tecnologia das equipes federais e estaduais para fazer o enfrentamento à criminalidade organizada transnacional. “Neste caso específico, o trabalho consiste em reforçar a fiscalização em rotas utilizadas por quadrilhas para desabastecê-las de armas e de produtos ilegais em grandes centros consumidores, em especial o Rio de Janeiro”, resumiu por meio de nota publicada no site oficial.

As ações começam a 2 ou 3 mil quilômetros da capital fluminense e ocorrem em três etapas simultâneas: nas rodovias federais que cruzam estados de fronteira (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul); nos grandes corredores rodoviários (Goiás, São Paulo e Minas Gerais); e o próprio estado do Rio de Janeiro.

MAIS APREENSÕES

Somente em Mato Grosso do Sul, a PRF apreendeu no ano passado mais de 207 toneladas de entorpecentes, número que representa metade do que foi interceptado em todo o país. De acordo com a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), as forças de segurança que atuam no estado apreenderam em todo 2017, 427,5 toneladas de entorpecentes, batendo o próprio recorde de pouco mais de 300 toneladas em 2016. Apesar dos resultados positivos, a quantidade de droga que entra é suficiente para causar estragos na segurança e aumentar índice de crimes correlatos, como roubos e furtos.



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