• FB22
  • Dinamica108
  • Leo Lanches65

PUBLICIDADE
06/01/2018 19h43

Com crise na segurança, Rio Grande do Norte decreta calamidade

Ministro da Defesa minimizou ato do governo e falou em "Estado seguro"

Por R7


Governo enviou homens do Exército ao RN Nuno Guimarães/Framephoto/Estadão Conteúdo - 30.12.2017

O Rio Grande do Norte decretou situação de calamidade devido à crise de segurança pública pelo qual passa o Estado. O ato tem validade de 180 dias, contados a partir deste sábado (6).

 

"Enquanto perdurar a situação declarada... ficam disponíveis para atendimento aos serviços necessários do sistema de segurança pública todos os bens, serviços e servidores da Administração Pública Direta ou Indireta", diz um trecho do decreto.

 

O texto ainda reconhece que a "indisponibilidade e insuficiência dos agentes de segurança pública em razão da paralisação das atividades dos policiais militares e civis, acarretando insegurança e transtornos à população do Estado".

 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, minimizou o decreto e disse que o Exército restabeleceu a segurança no Rio Grande do Norte. Segundo ele, "não muda nada" no trabalho que está sendo feito.

 

"O Estado está seguro pelo Exército. A segurança está conosco e a situação está normal", disse.

 

A GLO (Operação de Garantia da Lei da Ordem) no Estado, denominada de Potiguar III, garantiu ao Rio Grande do Norte a presença de 2.800 homens do Exército desde o último dia 29. Segundo o ministro, não há previsão de aumento de efetivo.

 

No dia 1º, quando apresentou um balanço dos primeiros dias da operação no Estado, o ministro afirmou que a segurança proporcionada pela presença das Forcas Armadas pôde ser comprovada na festa da virada do ano nas ruas.

 

 

"Nós prometemos trazer tranquilidade, trouxemos. Nós prometemos restaurar a ordem, ela está restaurada", disse o ministro na ocasião.

 

Jungmann ressaltou, no entanto, que o apoio das Forças Armadas é uma situação extraordinária. "As Forças Armadas não podem ficar permanentemente, nem aqui, nem em nenhum outro Estado. Primeiro, porque a Constituição não permite. Em segundo lugar, o custo é muito elevado", destacou.

 

"Nós sabemos que existem outros custos mas esta [a segurança pública] é uma atribuição do Estado do Rio Grande do Norte e compete ao Estado restaurar de forma permanente", destacou o ministro.

 

Crise financeira e greve

 

O Rio Grande do Norte tem atravessado uma crise financeira e, com o decreto de calamidade, o Estado pode pleitear mais recursos. Durante a coletiva no dia 1º de janeiro, o ministro da Defesa anunciou que o governo federal liberou R$ 225 milhões para o Rio Grande do Norte para que salários atrasados possam ser quitados.

 

Ele destacou ainda a decisão do desembargador Cláudio Santos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (), que determinou que os comandantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e o delegado-geral da Polícia Civil do Estado prendam os policiais responsáveis "por incitar, defender ou provocar" a paralisação iniciada no último dia 19.





Comentários



Atenção: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Laguna Informa. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Laguna Informa poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.


enquete

Quem será o campeão do Brasileirão 2017?

  • Corinthians - SP
  • Palmeiras - SP
  • Santos - SP
  • Grêmio - RS


PUBLICIDADE
  • Pax Primavera102
  • Dinâmica e solução tecnologias103
PUBLICIDADE PUBLICIDADE