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Perfis falsos vão dar o que falar nas campanhas eleitorais de 2018


Por JORNAL DA USP

Urna eletrônica, que será usada em 2018 - Foto: Divulgação

Nas eleições de 2018, um problema enorme já mobiliza o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trata-se de um verdadeiro exército de perfis falsos que serão usados para influenciar as eleições.

Um fenômeno que não é novo, já aconteceu nas eleições de 2014 e 2016 e também nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. A notícia de que a Rússia teria usado esse recurso para influenciar na vitória de Trump ganhou manchetes de jornais no mundo inteiro.

E  aqui, no Brasil, como está essa questão? O que está sendo feito para evitar os perfis falsos nas próximas eleições?

O advogado José Milagre, especialista no assunto e doutorando orientado pelo professor José Eduardo Santarém Segundo, do Curso de Ciência da Informação e Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, fala sobre o assunto.

Milagre é especialista em Direito Digital, Direito da Internet e crimes cibernéticos. Para ele, o problema é grave. As redes sociais vem ganhando relevância ao influenciar o eleitor na hora da decisão do voto.

Ele lembra que, em 2008, a internet era o penúltimo meio de influência do eleitor e, hoje, segundo o especialista, a internet já é o segundo meio de influência do eleitor, acima inclusive da família.

Milagre alerta para o fato de que perfis falsos, controlados por robôs, vão atuar na internet para influenciar o eleitor. Ele apresenta dois desafios: identificar fake news e perfis falsos. Ouça a entrevista no áudio abaixo.



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