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Furacão Maria atinge Porto Rico e mata ao menos 9 no Caribe


Folhapress

Considerado um dos furacões mais potentes a atingir Porto Rico na história, o Maria provocou inundações e danos "catastróficos" na ilha nesta quarta-feira (20).

O fenômeno tocou o solo de Porto Rico na manhã desta quarta (20) com ventos máximos de 250 km/h, quando era classificado como furacão de categoria 4 (em uma escala que vai até 5), segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA). Depois, o Maria perdeu força e foi rebaixado à categoria 3.

Ao menos nove pessoas morreram no Caribe em decorrência do Maria. Em Porto Rico, as autoridades ainda não confirmaram mortes.

Mas segundo a prefeita da capital San Juan, Carmen Yulín Cruz, a "vida na cidade como era conhecida" mudou após o furacão. "Há muita dor, muita devastação", disse Cruz. "Nossa vida como conhecíamos mudou".

De acordo com a mídia local, rios transbordaram e os ventos derrubaram árvores e danificaram casas e prédios, incluindo vários hospitais. Imagens em redes sociais mostram bairros inteiros de San Juan inundados.

Toda a ilha estava sem energia elétrica, segundo o jornal "El Nuevo Día", e milhares de pessoas estão em abrigos.
"Porto Rico está sendo duramente golpeado por um novo monstruoso furacão", tuitou o presidente americano, Donald Trump. "Tenham cuidado, nossos corações estão com vocês -estaremos para ajudar".

Na tarde desta quarta, o fenômeno estava a 55 quilômetros ao sudeste do município de Arecibo e avançava em direção à República Dominicana com velocidade média de 19 km/h.

PIOR FURACÃO DO SÉCULO

Em Porto Rico, aproximadamente 3,5 milhões de moradores formaram filas nesta semana para comprar produtos de primeira necessidade e proteger suas casas e negócios.

Cerca de 500 abrigos com capacidade para 67 mil pessoas foram abertos para proteger cidadãos do furacão que "pode ser o pior do [último] século em Porto Rico", segundo o governador da ilha, Ricardo Rossello Nevares.
"Confesso que tenho medo. Estou preocupada porque é a primeira vez que vou ver um furacão dessa intensidade", disse à agência de notícias "France Presse" a professora Noemi Aviles Rivera, 47, que sobreviveu a dois deles: Hugo, em 1989, e Georges, em 1998.

Recentemente, Porto Rico enfrentou o furacão Irma. Pelo menos 50 mil casas estavam sem energia elétrica na ilha já desde a passagem do fenômeno.

DANOS NO CARIBE

Ainda quando estava na categoria 5, o Maria devastou as ilhas de Guadalupe e Dominica na terça (19).

O furacão matou ao menos sete pessoas em Dominica e duas em Guadalupe, segundo autoridades. Ele também causou danos generalizados em St. Croix, uma das Ilhas Virgens norte-americanas.

Aproximadamente 40% da população de Guadalupe (o equivalente a 80 mil casas) está sem energia. Outras 70 mil casas estão sem luz na ilha de Martinica, também território francês no Caribe.

O primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, um dos afetados pelo fenômeno, afirmou nesta terça que os moradores da ilha perderam "tudo o que o dinheiro pode comprar e substituir".

Sua casa foi destelhada pela tempestade e ele teve de ser resgatado pelos bombeiros.

Skerrit escreveu em uma rede social que "o vento levou o telhado das casas de quase todas as pessoas com as quais eu conversei ou fiz contato". Ele também afirmou que o dano era "devastador [...], de fato incompreensível" e pediu "ajuda de todo tipo".

No início do mês, 68 pessoas morreram com a passagem do furacão Irma, sendo 36 em ilhas do Caribe e 32 no território continental dos Estados Unidos, cujo Estado mais atingido foi a Flórida.



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