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Na Política, Estamos Sempre À Espera de Um Milagre!


Opinião

A semana da política de Laguna Carapã termina assim, após a maré com pequenas progressões a maremotos que foi a semana anterior, restou apenas a maresia das filiações e muita gente esperando por um milagre. Alguns, digamos, voluntariamente, se puseram no corredor da morte por erros fatais, outros estão lá como o personagem John Coffey de Stephen King, conduzidos pelas circunstâncias.

Há os que já se deram conta que erraram o caminho e quando isso ocorre é muito difícil voltar atrás porque as opções se reduzem a duas, se admite o erro, a derrota antes mesmo do jogo começar e se prepara para o recomeço, ou a outra opção é virar um louco kamikaze e sair atirando para todo lado. Como na política tudo se resolve na pressão, pode ser que o lançamento de mais nomes a prefeito venha a mudar este cenário e se reverta alguma coisa. Mas, quem exagerou na oposição, ao que parece entrou num caminho sem volta.

Os Coffeis da política lagunense compõem o segundo cenário, pois ainda podem contar com algum Paul Edgecombe, caminhando pelos corredores do bloco E (Verde), procurando inocência em algum para salvar. Neste grupo estão os que lançaram seus nomes, mas retrocederam na oposição, enquanto ainda puderam, mostraram que ao final das contas poderiam provar que, apesar do desejo de decolar num voo solo, tiveram “bom-senso” ao abortar a viagem e se entregar nos braços dos grupos estabelecidos.

Para estes políticos, a semana foi para dar o sinal de milagre que os Edges precisavam para aceita-los de volta, nas composições partidárias, foi preciso, claro, forçá-los a lavar a alma, expulsar a doença que já se havia instaurado no processo das agressões políticas. Foi a Cura de Edgecomb, provocada, extraordinariamente, por Coffey que lhe deu possibilidade de vida, fora do bloco E, lembra?

  

Para estes políticos, o decorrer dos últimos dias foi intenso, pois a lista de exonerações abriu as portas das celas de Cold Mountain, certamente, reservados para os arrependidos e só para aqueles que não foram tão distantes do ninho do poder e para os novos, velhos agregados, que sequer tinham tido a oportunidade de transitar pelos ambientes, alguns haviam sido esquecidos, outros estão sendo incorporados, “no tempo de deus”.

E assim, terminamos à espera de um milagre, algo que nos surpreenda, ao contrário da narrativa de King, positivamente, e que nos motive esperar por uma nova semana cheia de boas notícias, acreditar que em meio de todos os acertos políticos, existem Coffeis que possam ser salvos e mereçam os nossos votos, que seus Edges não sejam  o jogo político-partidário, mas sejamos nós, os eleitores.



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