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Padre Crispim Guimarães

Padre Crispim Guimarães


O ataque do Dragão



Publicado em : 01/09/2017





 A cultura chinesa é marcada pela presença simbólica de animais, especialmente pelo dragão. E é assim que muitos costumam denominá-la: o país do dragão, quando não a chamam de Tigre Asiático. A China está na moda, numa passagem recente pela Rússia, e no ano passado por Cuba, observei que muitos lugares têm suas placas em dois idiomas. O idioma vernáculo e o mandarim, falado na maior parte da China, não mais o inglês.

 

Sabe-se que esta grande nação de cultura milenar, esta em evidência, especialmente pela sua escalada econômica, que a faz, dizem, “o motor” do mundo na atualidade. Tanto é que o Presidente do Brasil, Michel Temer, lá está para oferecer várias possibilidades de investimentos, já sendo a China nossa principal parceira econômica.

 

Conversando com alguns chineses, fui informado que em 2016, milhões de turistas da referida nação fizeram suas férias fora do país, cerca de 122 milhões de pessoas, e isso faz parte da política de estado, não é fruto da liberdade do cidadão chinês, é que sair ajuda a esvaziar o país que detém um bilhão e trezentos milhões pessoas. Outro número igual fez turismo interno, para uma classe média hoje calculada em trezentos milhões de chineses.

 

Mas a política da China é fechada ao extremo, embora exista hoje a maior classe média do planeta, a liberdade é um “produto” escasso, há cada vez mais uma “economia capitalista”, que convive com um Estado brutalmente totalitário. É esta pátria que não é denunciada pelo cerceamento dos direitos humanos, pelo apoio e exploração voraz da natureza nos países africanos, sobretudo, na compra incessante de produtos sem valor agregado, apoiando ditaduras e oprimindo povos, depois vendidos, a preço de banana e com baixa qualidade, sem contar na perseguição ideológica e física a religião.  Contra ela não se grita!

 

Embora haja notícias de políticos corruptos presos naquele país, a corrupção política por lá supera em demasiado a existente aqui, imagine isso... De fato, ao deus dinheiro muitos se curvam, assim fazem as nações com seus interesses comerciais, assim se calam os direitos humanos, dependendo de quem os pratique. A China é a prova viva deste feito.

 

A mais recente proeza defendida pelo Estado asiático é a proteção à Coreia do Norte. Como não há interesse chinês de se posicionar contra o Ocidente e o Japão de modo direto, usar seu satélite é uma jogada de marketing interessante, não precisa mostrar suas mazelas internas e pretensões externas, sem correr o risco de perder investimentos estrangeiros vultosos, mas ao mesmo tempo, não condena, ao contrário, protege um projeto de poder com escalada nuclear e ameaças constantes daquele que já mandou matar o tio general e o meio irmão, por discordarem dele, Kim Jong-un.

 

O que acontecerá quando uma nação voraz na economia e na política se tornar a força mais pujante do planeta? É difícil imaginar! Mas nosso tempo revela incoerências inimagináveis para um mundo que se autodenomina tempo das luzes e saber, do direito e da liberdade.

 

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados




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