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Padre Crispim Guimarães

Padre Crispim Guimarães


Na cara da professora



Publicado em : 25/08/2017





 Aconteceu em Santa Catarina, uma professora, Márcia Friggi foi agredida por um aluno de 15 anos, e a notícia se espalhou. O que se sabe é que o agressor é um adolescente infrator, porém ela não foi a primeira e infelizmente não será a última a sofrer tal violência, também não se pode dizer que nos demais casos, os agressores são infratores.

 

A imagem da educadora com o rosto cheio de hematomas é lastimável, insulta qualquer pessoa que se posicione contra a violência, ainda mais sendo numa sala de aula. Esta foi uma violência física, mas existem outras maneiras de praticá-la. Nas redes sociais, a mesma professora agora é agredida de outros modos, porque segundo os “internautas agressores”, ela usou de agressão contra algumas personalidades.

 

Ao atacarem a educadora nas redes sociais, justificam porque no perfil do seu Twitter, numa entrevista, ela se posiciona favorável ao salteador que agiu contra Bolsonaro, dizendo: “Eu não sei de violência nenhuma contra Bolsonaro; o que eu sei é que foi jogado um ovo, e eu considero essa atitude como uma revolução”. Ela também tem um juízo sobre João Doria, prefeito de São Paulo, ao se pronunciar dizendo odiá-lo: “Este homem é um monstro. Odeio o Doria e tudo o que ele representa”. E se refere ao juiz Sérgio Moro como alguém desprezível no seu conceito: “Moro, nunca fui com a tua cara, mas sou obrigada a te agradecer. Vale por mostrar pra todo mundo a ‘fortuna’ de Lula. Péssimo chefe de quadrilha, né? Só essa merreca? Em oito anos de mandato, quase 70 de vida? Que coisa, né?”

 

Posso dizer que sua linguagem é violenta, não contribui para educar, especialmente quando parte de alguém que trabalha com adolescentes, pessoas que estão num processo de formação mental tão especial, mas isso não justifica que “malucos” usem os meios de comunicação para dizer que bater em alguém é legítimo como forma de revidar o insulto a políticos e juízes. Mas alguns chegam a perguntar: será que na sala de aula a professora não promovia a intolerância? Esta pergunta traz uma mensagem subliminar para justificar que a vítima passe de agredida a ré.

 

Vivemos tempos perigosos, xingamentos, violência física, chegando a ferimentos e mortes, que se multiplicam nas redes sociais, nas escolas, nas ruas, nas casas, são tempos de intolerâncias, ao menos é o que se mostra nas mídias; é óbvio que muitas coisas bonitas acontecem nestes lugares, infelizmente pouco divulgadas. Por isso, há necessidade de apaziguamento de ânimos (não de mortificação de consciências), de respeito pelo educador, de um novo modo de pensar limites e responsabilidades dos diversos agentes sociais.

 

A sadia divergência de ideias faz parte da convivia democrática na escola, e nos demais ambientes sociais. Divergências de ideias jamais podem levar qualquer cidadão, em qualquer circunstância a gerar violência verbal ou física.

 

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados




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