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Padre Crispim Guimarães

Padre Crispim Guimarães


Lá se vão 60 anos



Publicado em : 02/06/2017





 O mês de junho é significativo para o sul do Mato Grosso do Sul, MS, pois no dia 15 deste mês, há 60 anos, o Papa Pio XII, através da Bula “Inter Gravíssima”, cujo  significado é “entre as mais graves”, proporcionou uma revolução silenciosa nesta região. A Bula manifesta a preocupação da Igreja Católica com a evangelização e com a vida dos povos residentes em aproximadamente 72 km², numa área que hoje corresponde a Bataguassu, passando por Nova Alvorada, Rio Brilhante, Maracaju, Antônio João, toda a fronteira com o Paraguai e o Estado do Paraná; de fato era grave a situação da Igreja, povo de Deus, residente nesta vastidão territorial, já que faltava padres residentes.

 

Desmembrada de Corumbá, única diocese existente na época, ao que corresponde o atual território do MS, Dourados foi tornada diocese juntamente com Campo Grande, tendo como primeiro bispo um português, Dom José de Aquino, nomeado um ano depois. O fato de haver um espaço de um ano entre a criação e a chegada do bispo, revela uma igreja que, mesmo antes do Concílio Vaticano II, os leigos já exerciam papéis importantes no processo de evangelização.

 

Já em 1925, na atual Dourados, um grupo de leigos, com a chegada da imagem da Virgem Imaculada, evangelizava por meio da devoção popular. Contando com a presença dos sacerdotes uma vez por ano, quando havia, estes leigos não se furtavam do trabalho de rezar com o povo, orações que eram realizadas nas casas, até a construção da primeira Capela.

 

Silenciosamente a Igreja Católica foi saindo de uma caminhada de devoção popular para um processo catequético, desencadeando a criação de novas paróquias, ordenação de padres diocesanos e chegada de várias ordens religiosas, crescendo tanto em número de fiéis que em 2011, foi desmembrada de Dourados uma nova diocese: Naviraí.

 

Nestes 60 anos a Igreja se estruturou nas suas diversas formas, especialmente na pastoral, incentivando a inserção de inúmeros fiéis leigos, que passaram a ser uma voz ativa nas decisões e execuções dos serviços religiosos. Como pensar a Igreja Católica hoje sem a força leiga?

 

Mas a Igreja: povo e hierarquia, na Diocese de Dourados, não se contentou com a pregação da Palavra, como consequência da Palavra anunciada, várias iniciativas sociais foram incrementadas: colégios, educação popular nos lugares mais pobres, hospitais, como em Bataiporã e Carapó, hoje na mão do serviço público, casas de acolhida a doentes, crianças e recuperação de dependentes químicos. A reforma agrária e a agroecologia, aconteceram, talvez não ainda como devesse ser (por parte dos poderes públicos), graças ao papel da Igreja Católica.

 

Seis décadas revelaram muitos santos e santas, isto é, homens e mulheres de boa vontade, abnegados, prontos a dar a vida por Deus, servindo aos irmãos. Nesta plêiade, muitas religiosas e sacerdotes foram verdadeiras testemunhas da misericórdia de Deus. Cinco bispos gastaram suas vidas em meio a conflitos, dificuldades econômicas e religiosas, chegando ao sexto, Dom Henrique Aparecido de Lima, que veio colaborar com o crescimento do Reino de Deus.

 

Deus seja louvado pelos leigos e consagrados que há 60 anos fazem a Igreja realizar o mandato de Jesus, “Ide por todo mundo”, anunciando a Boa Nova, pela Palavra e pela caridade. Um muito obrigado é pouco para manifestar a todos que são Igreja, para agradecer pela a fé e compromisso. Parabéns, que o bom Deus continue a inspirar homens e mulheres comprometidas com Jesus Cristo e sua Igreja nesta porção do seu povo.

 

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados

 

 




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