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Padre Crispim Guimarães

Padre Crispim Guimarães


Por que celebrar finados?



Publicado em : 28/10/2016





 Antes de falar de finados, deve-se ressaltar os aspectos da ressurreição e da vida, porque a fé cristã faz recordar que, embora sintamos a morte de alguém, acreditamos na vida eterna. Daí a expressão, “Saudade sim, tristeza não”, de Santo Agostinho. A “festa” de finados. Festa? Sim, a morte não pode destruir a vida! Festejamos a vida, pois cremos nAquele que vive. É comum questionar: o que aconteceu com meu pai, meu irmão, minha mãe que morreram? O que nós celebramos neste dia, é a festa da ressurreição dos nossos entes queridos, e a esperança firmemente fundamentada em Jesus Cristo, que também nós, um dia, vamos ressuscitar. 

 

Desde o início do cristianismo se reza pelos falecidos, nos primeiros séculos as orações aconteciam especialmente diante dos túmulos dos mártires, pedindo pelos que morreram sem o martírio, logo depois da aceitação da fé cristã pelo Império Romano também se mencionava os mortos dentro das celebrações da missa, o que fez surgir um dia no calendário oficial, fixando, a partir do século XIII, o dia dois de novembro.

 

O catolicismo acredita e professa que existe a Igreja em três estágios: formada pelos peregrinos neste mundo, que somos os vivos; pelos irmãos que padecem, aqueles que deixaram a vida terrena, mas não alcançaram a graça de participar ainda do convívio no Céu, e os irmãos que contemplam face a face o rosto de Deus. É a mesma Igreja, mas os que padecem precisam da nossa intercessão para que entrem definitivamente no Reino do Deus. Por isso, oferecemos orações e missas pelos falecidos.

 

Mas o dia de finados, como ficou conhecido, tem características que nos envolvem para além do sentido religioso, neste lembramos que é o dia de professar a fé na ressurreição, que traz o conforto de perceber que a morte não tem a última palavra sobre a vida, é a passagem de uma vida peregrinante por este mundo para a vida na pátria definitiva; mas também é o dia da saudade, de rememorar os entes queridos, através da ausência de quem foi presença em nossa história.

 

Ao celebrar a memoria dos nossos falecidos, somos recordados que a morte é o início de uma nova etapa, pois “para os que creem, a vida não é tirada, mas transformada”; assim somos lembrados pelo o Apóstolo Paulo: “Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos dará vida também aos vossos corpos mortais.” Nossa esperança é garantida pelo próprio Deus, que por primeiro ressuscitou o seu Filho Jesus. Se Cristo ressuscitou, então não há dúvida de que Deus não deixa os mortos na morte. Paulo afirma: “Ele também ressuscitará a todos nós” (1 Cor 6,14).

 

São João, no livro do Apocalipse, apresenta uma visão majestosa do que será a vida depois da morte física, dizendo ser “uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9), ao redor do trono de Deus numa alegria insonhável. Eles “não mais têm fome nem sede, nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum” (Ap 7,16).

 

Celebrar o dia de finados é, para além de tudo já mencionado, ter a firme certeza que a vida eterna não terminará nunca, pois, nela vive-se em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre. 

 

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados




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