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Padre Crispim Guimarães

Padre Crispim Guimarães


Ano Mariano



Publicado em : 07/10/2016





Dia 12 de outubro terá início o Ano Mariano no Brasil, com término dia 11 de outubro de 2017, recordando os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida pelos pescadores no Rio Paraíba do Sul, SP. Porém, 2017 será também celebrado o centenário das aparições da Virgem Maria em Fátima, Portugal.

 

O Brasil poderá receber novamente a visita do Papa Francisco, que já manifestou o desejo de peregrinar até o Santuário Nacional da Padroeira do Brasil, por ocasião do tricentenário desta devoção. Como ele, muitos desejam peregrinar, sendo que Brasil e Portugal serão lugares de intensa movimentação religiosa pelo significado das datas e pelo amor à Mãe de Jesus.

 

A figura bíblica de Maria se insere no contexto das “santas” mulheres da Sagrada Escritura, de modo especial, ela ocupa um lugar relacional com as pessoas da Trindade em vista do Filho, do qual é Mãe, assim, Maria é filha de Deus-Pai, como todos nós, Mãe de Deus-Filho (daí o dogma, Mãe de Deus), como nenhum de nós, e esposa do Espírito Santo, porque dEle procede a encarnação. Não quer a Igreja inventar para Maria um papel que não lhe cabe, mas não pode lhe negar o papel que o próprio Deus lhe ofereceu em vista da salvação. Quem é esta mulher a quem neste Ano Mariano procuraremos recordar?

 

Não é deusa, algo nunca ensinado pela Igreja. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) deixa muito claro que é sempre o Deus Uno e Trino quem concede as graças. Nossa Mãe e Mãe da Igreja pede por nós, junto a Deus. Jesus é quem concede, porque é nosso Mediador junto ao Pai, e porque todo o poder lhe foi dado no Céu e na Terra. Maria consegue, pedindo. Se creem que tantos “padres e pastores” conseguem graças e bênçãos rezando a Jesus, quanto mais ela, a Virgem Maria, que foi e continua sendo mais unida a Jesus.

 

Maria é mulher escolhida por Deus, inegavelmente com um papel diferenciado entre todas as mulheres (Cf. Lc, 1, 42), por isso, a Igreja a aponta como modelo de cristã, como porta aberta ao conhecimento de Cristo, é o modelo de seguimento de Cristo, dos valores humanos que marcam a identidade religiosa do povo. Imitar Maria é seguir fielmente os passos de Jesus, acolhendo-o, fazendo-o crescer pela fé, dentro de nós e na comunidade, assumindo sua vida, perpassada pela Cruz e coroada com a Ressurreição.  

 

Certamente o Ano Mariano deseja fazer que o modo de acolher Jesus, de conviver com Ele, de obedecer-Lhe e segui-Lo, seja inspirado em Maria. Afinal, aprenderemos a levar o Senhor na mente e no coração, mas Maria, além disso, o carregou no ventre: a Carne de Jesus Cristo, Deus encarnado, era a mesma carne de Maria. O sangue que fluía em Maria era o mesmo Sangue salvador que fluía em Jesus, e que foi derramado pela salvação da humanidade. Você já parou para pensar nisso? Maria cuidou e protegeu Nosso Senhor desde quando Ele, por amor a nós, se fez um bebê indefeso. Portanto, desprezar Maria não é engrandecer Jesus; analogicamente, homenagear Maria, não é diminuir Jesus!

 

Com Maria, caminhemos todos em direção a Jesus.

 

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados




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