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Padre Crispim Guimarães

Padre Crispim Guimarães


A culpa de poucos, o preço de todos



Publicado em : 24/06/2016





 Em 2014 o Brasil sediou a Copa do Mundo de Futebol. Pensada pelos dirigentes políticos da época como cartão postal de um Brasil grande, tornou-se um fiasco, não só pelo vexame da derrota para Alemanha de 7 x 1, como pelo superfaturamento nas obras, que agora estão revelando uma das suas principais finalidades: a propina para agentes públicos.

 

Embora o país esteja entre as 10 maiores economias do mundo, sabe-se o quanto são gritantes as disparidades sociais, mesmo assim, foi montada uma propaganda oficial para vender a ideia que o planeta voltaria seu olhar para o Brasil e que seria motivo de ganhos para todos os brasileiros. Na realidade já era perceptível para poucos a real intenção e agora para todos que, a maioria se prejudica e poucos desfrutam destes eventos que rendem bilhões as suas mantenedoras, na Copa, a FIFA, e nas Olimpíadas, Comitê Olímpico Internacional, COI.

 

Falando em Olimpíadas, a situação se repete, erros de execução, superfaturamento de obras, logo, logo aparecerão os desvios de recursos, infelizmente. Enquanto isso o Estado anfitrião, o Rio, declara falência. Onde estamos? Que loucura é esta? É possível gastar 40 bilhões como entretenimento e deixar o povo morrer nos hospitais, morrer vítima da violência? Na concepção melomaníaca de grandeza das autoridades brasileiras, É!

 

Diariamente se ouve falar da degradação econômica em que estão imersos os Estados da federação, além do governo central que este ano tem um rombo de 170 bilhões de reais, sem contar a dívida acumulada de quase três trilhões. Para manter este jogo, anualmente são gasto bilhões de juros, que poderiam ser aplicados na saúde, educação, infraestrutura e segurança. Ao contrário, o que se prova é o aumento constante do endividamento estatal, que em última instância é o endividamento de cada um e todos os brasileiros, pois GOVERNO não paga dívidas, não tem dinheiro para gastar, que paga e sustenta tudo isso é o povo.

 

A irresponsabilidade de alguns recai sobre os ombros de todos. Não por acaso o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, colocou-se na última quarta-feira contra a moratória da dívida dos Estados, segundo ele quem fez o exercício de casa sem esbanjar o dinheiro do contribuinte, não está com a corda no pescoço.

 

Moreira Franco, carioca, e um dos principais nomes do Governo Temer, e ex-Governador deste Estado, cunhou o termo: “O Brasil não pode pagar esse mico”, ao se referir ao eminente fracasso que está se revelando a realização das Olimpíadas do Rio Janeiro, mas o mico não será das autoridades, o mico será dos cidadãos que vão pagar a conta. A conta não será o único mico, a ex-cidade maravilhosa, virou paraíso do tráfico, e como todo Brasil, paraíso dos maus administradores, das obras superfaturas, e as olimpíadas, como a Copa de 2014, são expressões gritantes da roubalheira espalhada no país.

 

Tudo que está sendo construído (não se sabe se concluirá até os jogos), seria um legado deixada à população carioca, mas que legado? Um exemplo da falta de verdade é a despoluição da Baía de Guanabara, para acontecer até o evento, ficando a posteriori como presente ao povo do Rio, mas, ao contrário das belas promessas, atletas inscritos para as Olimpíadas, ao treinarem no local precisaram de ajuda médica, chegando a ser hospitalizados, devido o alto grau de poluição. Onde foi parar o dinheiro para a despoluição?

Inaugurada em janeiro, a ciclovia Tim Maia, parte do “legado olímpico”, não resistiu a uma ressaca no Vidigal e desabou em março. Baía e ciclovia fazem parte de um pacote de negligência e interesse de alguns em colocar a mão no bolso do contribuinte. Os dois eventos que deveriam revelar um Brasil grande, acabam de bater um recorder ao revelar, aí sim, os campeões da malandragem. É assim que o mundo está qualificando o Brasil, tanto que atletas de renome e até delegações estão cogitando desistir.

 

Os antigos governantes romanos tinham razão, “pão e circo” são faces da mesma moeda quando não se quer o bem do povo, mas a sua pele.

 

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados




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