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Padre Crispim Guimarães

Padre Crispim Guimarães


Quem é mais gangster, Cunha ou Renan?



Publicado em : 13/05/2016





 Olhar e ouvir os congressistas em sessões parlamentares são exercícios penitenciais que exigem grandes sacrifícios. Ver a conduta dos mandatários do país, do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado e do Congresso, é sentir-se completamente impotente, escravos de uma conjuntura que parece não ter saída. Contudo, ainda esperamos que a justiça faça a sua parte, que, ao parece, está funcionando, e, especialmente esperamos a reação da sociedade.

 

Porém, ocorrências gravíssimas estão camufladas aos olhos da população. A suspensão do mandato de Eduardo Cunha pelo Supremo Tribunal Federal, foi um bálsamo aos corações de tantos brasileiros que não simpatizavam com o mesmo. De fato, segundo pesquisas, o “homem” é rejeitado por aproximadamente 90% da população, por isso, via-se manifestações no Congresso e nas proximidades da própria casa do parlamentar exigindo sua renúncia e prisão.

 

Embora não se noticie o quanto se rejeita Renan Calheiros nas pesquisas, não se viu manifestações de protestos nem no Senado e muito menos na casa deste senador, exigindo sua cassação e prisão, mesmo incidindo sobre ele o dobro das acusações feitas a Eduardo Cunha, que não são poucas e que podem levar merecidamente à perda do seu mandato. 

 

Renan precisou renunciar à mesma presidência do Senado em 2007, mas voltou ao cargo depois de ser reeleito pelo povo alagoano e age diante da população e da justiça como se nada tivesse acontecido.

 

A Procuradoria da República o acusa, entre outras coisas, de peculato (desvio de dinheiro público ou bem público por funcionário público), falsidade ideológica e uso de documento falso, no caso dos dois; de ter desviado R$ 44,8 mil do Senado, por meio da chamada verba indenizatória, o que levaria, esses três crimes, a uma pena de cinco a 23 anos de prisão, além de pagamento de multa. De receber 16, 5 mil mensais da Mendes Júnior para sua amante, a jornalista Mônica Veloso, de usar cotas de passagens aéreas do Senado para arcar com os custos de viagens feitas por três personagens acusados de atuarem como seus laranjas em empresas de comunicação e por um agricultor suspeito de fraudar a venda de gado, em Alagoas. Também é acusado de crime ambiental, e ainda enfrenta inquérito por tráfico de influência no Ministério das Comunicações, em fato relacionado com a compra de emissoras de rádios em nome de laranjas, por fim, pode estar enrolado no petrolão. É um currículo e tanto. Ah! Tem mais, foi o líder do governo cassado Collor Mello.

 

Eis a análise de um jornal de grande circulação: “no momento em que este texto é escrito, nenhum analista político aposta um centavo sequer na possibilidade de afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado (e do Congresso). Somente uma forte pressão popular, que não se vê no horizonte neste instante, poderia levar a isso. Pela legislação atual, um processo de cassação só pode começar por iniciativa de um parlamentar ou de um partido político. No Senado, no entanto, os parlamentares – mesmo da oposição – condicionam tal iniciativa à mobilização popular, até agora pequena ou inexistente”.

 

Se isto é verdade, caberia aos mesmos movimentos sociais que acusaram Cunha de “gangster”, começar imediatamente, com apoio dos outros movimentos que pediram a renúncia de Dilma, um trabalho incessante para tirar do poder alguém tão nefasto. Por que não o fazem?

 

Parece ser por conveniência, Renan fazia o jogo do Planalto - da antiga mandatária, dos partidos da base, procura estabelecer boas relações com o Supremo, com a oposição, não é de gritar e afrontar os poderes como fazia Eduardo Cunha, enfim, joga com todos.

Mas é isso que vale? Renan tem imunidade parlamentar, mas a população e os movimentos sociais tem legitimidade para ajudar a justiça a cumprir seu papel. Apoiar a justiça, cobrar na e da imprensa, usar as redes sociais e fazer manifestação nas ruas são meios democráticos e legítimos para ajudar a passar o Brasil a limpo.

 

Passar a limpo..., nesta perspectiva, enquanto escrevia este artigo soube de uma boa notícia, o Ministro do Supremo, Gilmar Mendes, autorizou inquérito (no caso de Furnas) contra o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG).

 

Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral

 

 




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